SOBRE NÓS

A Associação Brasileira de Psicomotricidade Relacional (ABPR) é uma entidade, pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, de caráter assistencial, educacional, cultural, com autonomia administrativa e financeira, com foro na comarca de Curitiba - PR. 

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© 2017 por ABPR, editado por ABPR-Associação Brasileira de Psicomotricidade Relacional.

PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL

Promover a melhoria da qualidade de vida do ser humano, nos aspectos pessoais, familiares, profissionais e sociais.

ÁREAS DE ATUAÇÃO - PSICOMOTRICISTA RELACIONAL

A Psicomotricidade Relacional pode ser desenvolvida no âmbito escolar, clínico, social e empresarial, com crianças, jovens, adultos e idosos. Acontece em grupo e é no brincar dos participantes (incluindo o psicomotricista relacional) que aparecem situações de jogo simbólico, onde os indivíduos se encontram e passam a expressar de maneira autêntica seus sentimentos.


Nesse aspecto, é requisitada como uma ferramenta de trabalho revolucionária, por seu modo de abordar as relações e o desenvolvimento humano.


• PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL NO CONTEXTO ESCOLAR
No âmbito escolar, pode-se dizer que o principal objetivo da Psicomotricidade Relacional é promover o desenvolvimento integral das crianças, envolvendo os aspectos: cognitivo, social, psicoafetivo e psicomotor. Isso porque, a educação passa hoje por um período de mudança de seus paradigmas.
Diversos teóricos têm assumido o fato de que não é mais possível que a escola se restrinja à transmissão dos saberes socialmente elaborados. Faz-se necessário que a Instituição Escolar, independentemente da classe social que atenda, preocupe-se também com a formação de valores em seus educandos.
Nesse sentido, para a Psicomotricidade Relacional a aprendizagem e o desenvolvimento se produzem pelas formas de relação afetiva com o outro, de acordo com as possibilidades e limites de cada um, em comum acordo. Pretende promover a expressão de professores e crianças em sua plenitude, recriando uma escola em que se abre o espaço para vivências de aspectos afetivos, que permeiam a evolução da personalidade e a inserção social.
A Psicomotricidade Relacional na escola enfatiza a comunicação humana e comportamentos afetivo-emocionais indispensáveis à conquista do conhecimento e ao bemestar pessoal e social com função preventiva.
Compromete-se também em auxiliar o professor e o aluno na construção de valores necessários ao processo de ensino-aprendizagem, canaliza ações, efetiva sonhos e direitos para que estabeleçam uma comunicação autêntica. Trabalha com o que há de positivo nas relações interpessoais, reforçando-as e renovando-as.

Possibilita uma variedade de experiências psicomotoras, que favorecem e organizam a socialização, a afirmação da identidade e a superação de conflitos normais do desenvolvimento e das dificuldades de aprendizagem. Permite ao aluno avançar para uma pedagogia da descoberta ao se sentir estimulado a aprender e a buscar novos conhecimentos.

Motricidade e aprendizagem caminham juntas; por meio do corpo (primeiro meio de comunicação com outro ser humano), o indivíduo descobre e conhece o mundo. Trabalhar as relações sociais no cotidiano escolar na perspectiva da Psicomotricidade Relacional consiste em viver e instigar a aprendizagem, na qual o afeto, a ação (corpo e movimento) e o respeito à singularidade estão inseridos, baseando-se no desejo e não somente na lógica do dever. Desta forma, professor e aluno solidificam relações de confiança e segurança necessárias ao investimento em possibilidades de descobrir e ampliar conhecimentos e assumem a co-autoria na construção do saber, fazendo valer o papel social da educação e confirmando a afirmação de André Lapierre: “o desejo de aprender é um componente secundário do desejo de agir, do desejo de SER.”

• PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL NO CONTEXTO CLÍNICO
Já no ambiente clínico a Psicomotricidade Relacional difere em sua finalidade uma vez que essa tem por objetivo compreender e trabalhar no nível da terapia psicomotora, as desordens relativas ao desenvolvimento da criança nas esferas motoras, relacionais, afetivas e cognitivas, tendo como referência o enquadre psicodinâmico da motricidade infantil.
A Psicomotricidade Relacional Clínica atua no plano da saúde de um modo geral, embora esteja diretamente vinculada a uma demanda específica como queixa dos pais ou da escola que encaminhou o paciente, situando-se inicialmente em relação ao pedido de ajuda, sem perder de vista as qualidades de prevenção e profilaxia. Promove ainda a expressão da criança em sua plenitude, recriando um espaço para vivências de aspecto afetivo que permeiam a evolução da personalidade e a inserção social. Favorece o processo de interação, desenvolvendo a capacidade relacional, numa descoberta de uma comunicação afetiva, onde a autenticidade e o respeito sejam parâmetros para o projeto de vida.
O trabalho em contexto clínico traz procedimentos específicos desse atendimento, entre eles a entrevista inicial com pais, sessões iniciais com o participante, com o fim de diagnóstico, o encontro com outros profissionais ou instituições que trabalham com a criança ou o adolescente, apresentação aos pais do plano de trabalho e as sessões propriamente dita.
Vale ressaltar que a qualidade do trabalho do psicomotricista relacional em cada um desses procedimentos será reflexo direto do investimento que fez em sua Formação e no acompanhamento constante de Supervisão de sua atuação.

• PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL NO CONTEXTO ORGANIZACIONAL
Como foi anunciada anteriormente, a implantação da metodologia da Psicomotricidade Relacional no contexto empresarial se deve ao educador Leopoldo Vieira. Ele trouxe a prática da Psicomotricidade Relacional para esse ambiente, levando em conta o fato de que o pleno desenvolvimento emocional oferece o maior grau na concretização de todo o potencial humano e que o equilíbrio nas relações de trabalho, numa perspectiva ampla, é o resultado de um processo comunicativo autêntico, que desemboca na auto-afirmação do indivíduo e no valor de cada um dos elementos implicados nesse processo. Essa auto-afirmação compreende um conhecimento e uma aceitação de si mesmo.

O trabalho centra-se essencialmente sobre a relação, isto é sobre a observação e análise do que se passa quando pessoas entram em comunicação com outras pessoas. Nos dias atuais, a qualidade de comunicação está cada vez mais mediatizada por uma dinâmica relacional mais ou menos saudável, onde qualquer falha ou ruído provoca interferências significativas no desenvolvimento de qualidades pessoais essenciais ao acesso do conhecimento e ao sucesso em todos os empreendimentos, tanto pessoais do trabalhador quanto da empresa enquanto organização.

À vista disso, resultados bastante positivos vêm sendo alcançados nesse contexto. Como se pode perceber, a Psicomotricidade Relacional, seja ela aplicada a qualquer uma das conjunturas citadas anteriormente, é fiel a sua principal característica de buscar potencializar os aspectos positivos do ser humano, bem com sua capacidade afetiva, emocional e relacional.